Bem-vindos ao mundo mágico das letras. O lugar em que a ficção se torna a nossa realidade. Viajar pelo mundo mágico da leitura é descobrir em cada canto de nós mesmos um pedacinho do universo. Somos seres necessitados de histórias e seres necessários para a História. É através da viagem pela leitura que adquirimos o conhecimento, tão necessário para a construção de um mundo melhor. Façamos uma boa viagem!
terça-feira, 25 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
As formas de poder dentro de ensaio sobre a lucidez – Jose Saramago
Ensaio
Sobre a Lucidez,
publicado pela primeira vez em 2004, é sobre a capital de um país que, no dia
das eleições, grande parte da população resolve não sair para votar, por conta
de uma chuva. Quando o desespero já se fazia latente pela cúpula do governo, as
pessoas saem todas para as sedes eleitorais, mas o resultado surpreende: a
grande maioria dos votos é em branco. Sem a validação do resultado, outra
eleição é marcada para a semana seguinte. De novo, outra surpresa: 83% da
população vota em branco. E agora? O que fazer? Como o resultado é democrático,
mas impede a manutenção de um modelo de democracia, o governo e os membros dos
partidos se veem sem saída e resolvem decretar um estado de sítio na cidade,
afim de que a população “desgovernada” tome consciência do erro que é sabotar a
democracia que “tanto se lutou para obter”. O que acontece? Nada.
O que a obra tem de mais
violento é a capacidade de mostrar como todas as formas de poder, sejam elas no
nível individual, do estado e até dos veículos de informação, formam uma rede
de relações em que tudo funciona coordenadamente, como uma máquina moderna que
reproduz os primeiros objetos, mas que, qualquer pequena avaria, deixa de
funcionar e estabelece outro movimento. Enquanto os jornais afirmam que sem
polícia vai haver mortes, tragédias, suicídios, desespero, o governo espera,
torce e manipula para que tal aconteça com o intuito de se mostrar útil. O que
fica evidente é: a democracia, como vivemos, é um regime em que uns precisam
necessariamente de outros e que, quando não necessitam, o regime cai.
Ora, mas isso parece ser o contrário do que
rege o conceito democrático, em que cada um deve participar com sua parcela de
obrigação – direitos e deveres – para consigo e com os demais. Destaco, como
exemplo, o trecho em que os ministérios obrigam que a coleta de lixo seja
interrompida por uma “greve”, mas no mesmo instante as donas-de-casa se põem a
limpar as ruas e, posteriormente, os próprios funcionários da limpeza ajudam,
só que agora como civis.
Até que, em meio a tudo isso, se ouve um disparo: uma bomba no
metrô, mortes, velórios e enterros e… Nada. Como tal pode acontecer? –
perguntam-se presidente, primeiro-ministro, ministro do interior, entre outros.
Nada, nem um discurso é feito, a população enterra seus mortos e vive. Cito:
“Os nossos mortos, tão comum, de tão rotineiro consumo nas
arengas patrióticas, teria sido aqui tomada à letra, isto é, sendo estes
mortos, todos eles, pertença nossa, a nenhum deveremos considerar
exclusivamente nosso. (…) Aqui, cada um com o seu desgosto e todos com a mesma
pena”.
É essa a conclusão, claro que dialética, a
que chega Saramago:
se nada é de um, tudo é de todos, embora o sentimento seja ao mesmo tempo
individual e coletivo. Essa é a forma que ele encontra para desmontar um regime
caduco, que insiste em se reproduzir parasitariamente pelos sistemas da nossa
sociedade.
Enquanto isso, do outro lado, o que faz o governo? Procura um
vilão, um culpado, um subversivo, uma horda de violentos necessitados. E o que
encontra? Novamente, nada. Apenas uma mulher que nunca havia cegado, seu marido
oftalmologista, um cão que lambe suas lágrimas e um comissário que ao invés da
cegueira branca é tomado, como que de súbito, por uma lucidez branca como a
paz.
Revisão textual: Patrícia Araújo
Quais os temas de atualidades que podem cair no Enem 2013
Está se preparando para a prova do Enem 2013? Confira a seguir uma lista com os principais temas da atualidade do primeiro trimestre de 2013 que podem cair no Enem 2013, e veja como cada um pode ser abordado no exame.
A prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é conhecida pela abordagem aos temas atuais. E devemos reconhecer: o ano de 2013 já trouxe muitas novidades. É fundamental que você esteja familiarizado com tudo que vem acontecendo ultimamente, seja no Brasil ou no mundo, para garantir boas notas no exame que este ano acontece nos dias 26 e 27 de outubro.
Pensando nisso, a Universia Brasil reuniu uma lista com os principais temas da atualidade ocorridos no primeiro trimestre de 2013. Todos os temas foram divididos e analisados de maneira que você fique com as informações mais importantes sobre cada um. Confira a seguir:
deste especial:
- Como a crise nos transportes pode cair no Enem 2013
- Como a Guerra entre as Coreias pode cair no Enem 2013
- Como a morte de Hugo Chávez pode cair no Enem 2013
- Como a morte de Margaret Thatcher pode cair no Enem 2013
- Como a violência no futebol pode cair no Enem 2013
- Como os desastres naturais podem cair no Enem 2013
- Como a maioridade penal pode cair no Enem 2013
- Como o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode cair no Enem 2013
- Como a comissão da verdade pode cair no Enem 2013
Mais de 500 obras literárias disponíveis para download gratuito; confira
De acordo com informações do Universia Brasil, mais de 500 obras literárias estão disponíveis para download gratuito no portal da instituição. Entre elas, oito dos nove livros cobrados pelas bancas da Fuvest e da Unicamp no vestibular. O único que ainda não ganhou versão digital é Capitães da Areia, de Jorge Amado.
De acordo com a entidade, ao todo foram publicados 521 arquivos em formato PDF, que pode ser lido em computadores, tablets e e-readers. As obras são dos mais variados estilos: há desde biografias de cineastas até textos científicos sobre comunicação, passando, claro, por grandes clássicos da literatura.
Vestibular
Estão disponíveis para download os seguintes livros da Fuvest e da Unicamp:
- A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
- O Cortiço (Aluísio Azevedo)
- Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
- Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
- Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
- Til (José de Alencar)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Vidas Secas (Graciliano Ramos)
- O Cortiço (Aluísio Azevedo)
- Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
- Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
- Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
- Til (José de Alencar)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Vidas Secas (Graciliano Ramos)
As obras de Aluísio de Azevedo são destaque entre o material. São 17 livros do romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista nascido no Maranhão. Além disso, pode ser feito o download de 27 livros de José de Alencar, 18 de Eça de Queirós, 13 de Fernando Pessoa, 8 de Lima Barreto.
Com informações do Estadão
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A leitura é viva.
Viva a leitura!
'Como um romance' mostra que a magia da leitura perde-se quando o livro deixa de ser 'vivo' - quando a narração ao pé da cama, na infância, passa a ser a leitura obrigatória do programa escolar. Lendo para seus alunos, Pennac os fez perceber que Dostoiévski, Tolstói, Calvino, García Márquez, John Fante, todos, não importando a forma escolhida, contam uma história. Para entendê-la, basta voltar ao despudor da primeira infância, de querer tudo descobrir.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Você sabe o que é "twitteratura"
A hiperbreve "twitteratura" seduz cada vez mais
escritores
Pouco a pouco, a chamada
"twitteresfera" foi invadida por um uso alternativo, mais criativo,
com fórmulas que se assemelham aos textos japoneses keitai shosetsu
A hiperbreve
"twitteratura" está cada vez mais reivindicando seu lugar na história
literária, mas este exercício de artístico limitado a 140 caracteres é visto
por muitos como um artifício digital efêmero.
O Twitter nasceu em 2006. Em sua origem, esta plataforma
de microblogs gratuita, que reúne agora 500 milhões de pessoas, foi concebida
para difundir textos ou mensagens com um máximo de 140 caracteres.
Mas, pouco a pouco, a chamada
"twitteresfera" foi invadida por um uso alternativo, mais criativo,
com fórmulas que se assemelham aos textos japoneses keitai shosetsu (um termo
que provém de "novela/shosetsu - e "móvel/keitai), que são redigidos
e enviados por SMS.
Dessa forma, os escritores da
"twitteratura" reivindicam seu lugar em uma história da qual também
fazem parte os haikus japoneses - poemas breves formados geralmente por sete
versos, sem rima - e os contos em três linhas do crítico e jornalista francês
Félix Fénéon.
"Este gênero, antes de
mais nada, traduz a ideia de que os limites são fecundos, como demonstra também
a poesia", observou o autor de twitteratura Jean-Yves Fréchette
(@pierrepaulpleau), para quem "a origem da literatura é lapidária, se
escreve na pedra".
Em 2010, este ex-professor de
literatura de Quebec fundou com Jean-Michel Le Blanc (@centquarante), de
Bordeaux (sul da França), o Instituto de Twitteratura Comparada (ITC)
Bordeaux-Quebec, destinado a promover o gênero.
Este Instituto organizou no
final de março o segundo Festival Internacional de "Twitteratura",
que teve sua primeira edição realizada em Quebec, em 2012.
Microcontos eróticos,
"twillers" (thrillers no Twitter, inventado pelo americano Matt
Ritchell) e microrrelatos são gêneros que nasceram no Twitter, explica Gefen,
que menciona, inclusive, a existência de uma proposta para escrever uma ópera
interativa no Twitter, lançada pela Royal Opera House de Londres.
O primeiro romance espanhol no
Twitter foi "Serial Chicken", sobre uma galinha assassina. Seu autor
é o escritor e jornalista Jordi Cervera, que a incluiu no concurso de romance
noire de Barcelona em 2010, e a divulgou em microcapítulos diários.
"O estilo curto, breve,
incisivo, é muito antigo", explicou o espacialista Alexandre Gefen, que
evocou a tradição moralista.
E não se pode esquecer do
guatemalteco Augusto Monterroso, autor de um brevíssimo conto: "Quando
despertou, o dinossauro ainda estava lá".
"A twiteratura é um
espaço de liberdade, onde diferentes formas de expressão são possíveis",
assinala Jean-Yves Fréchette.
No México, um romance foi
escrito de forma coletiva no Twitter e Mauricio Montiel Figueiras desenvolveu
seu "O homem de tweed" através de sua conta na rede de microblogs.
Alguns escritores afirmam que
a internet os levou a procurar outras formas de criar e consideram que este
novo gênero têm futuro.
Mas há outros artistas, como o
romancista americano Jonathan Franzen, que resistem e rejeitam a literatura das
redes sociais.
O escritor Thierry Crouzet,
que fez um romance noire em 5.200 tuítes e depois foi publicado pela editora
Fayard, expressa suas dúvidas sobre a capacidade deste gênero subsistir em
longo prazo.
Para ele, o principal aporte
do Twitter está na "interação" com os leitores, que participam na
composição da obra em tempo real através de tuítes.
"Acho que este
instrumento pode causar cansaço", comentou Alexandre Gefen, que acredita,
no entanto, que por ora o novo processo "corresponde a uma tendência muito
profunda da literatura".
Assinar:
Postagens (Atom)
-
A obra O Cortiço , de Aluísio Azevedo, publicado em 1890 faz uma crítica social e uma crítica ao capita...
-
Artista: Tarsila do Amaral Criação: 1928 Abaporu é um quadro em pincel sobre tela da pintora brasileira Tarsila do Amaral. Hoje...



