Bem-vindos ao mundo mágico das letras.
O lugar em que a ficção se torna a nossa realidade.
Viajar pelo mundo mágico da leitura é descobrir em cada canto de nós mesmos um pedacinho do universo. Somos seres necessitados de histórias e seres necessários para a História.
É através da viagem pela leitura que adquirimos o conhecimento, tão necessário para a construção de um mundo melhor.
Façamos uma boa viagem!
A poesia é mais que uma brincadeira com as palavras, é a expressão da alma.
A revista EDUCAR PARA CRESCER trouxe um teste "delicioso" para os apaixonados por Fernando Pessoa e seus heterônimos.
Como sou fascinada pela "turma" pessoana fiz o teste e adorei o resultado.
Literatura
Que poema de Fernando Pessoa é você?
Responda ao teste desenvolvido por Fernando Segolin, professor de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, e veja com qual poema de qual heterônimo pessoano você se identifica.
“A vida é para nós o que concebemos
nela. Para o rústico cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império.
Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre
possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que
as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que
fundamentar a realidade da nossa vida.
Isto não vem a propósito de nada.
Tenho sonhado muito. Estou cansado de ter sonhado, porém não cansado de sonhar.
De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é
um sono sem sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também
tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui! E os gloriosos, que
mesquinhos! César, salvo da morte pela generosidade de um pirata, manda
crucificar esse pirata logo que, procurando-o bem, o consegue prender.
Napoleão, fazendo seu testamento em Santa Helena, deixa um legado a um facínora
que tentara assinar a Wellington. Ó grandezas iguais à da alma da vizinha
vesga! Ó grandes homens da cozinheira de outro mundo! Quantos Césares fui, e
sonho todavia ser.
Quantos Césares fui, mas não dos reais. Fui verdadeiramente imperial enquanto
sonhei, e por isso nunca fui nada. Os meus exércitos foram derrotados, mas a
derrota foi fofa, e ninguém morreu. Não perdi bandeiras. Não sonhei até ao
ponto do exército, onde elas aparecessem ao meu olhar em cujo sonho há esquina.
Quantos Césares fui, aqui mesmo, na Rua dos Douradores. E os Césares que fui
vivem ainda na minha imaginação; mas os Césares que foram estão mortos, e a Rua
dos Douradores, isto é, a Realidade, não os pode conhecer.
Atiro com a caixa de fósforos, que está vazia, para o abismo que a rua é para
além do parapeito da minha janela alta sem sacada. Ergo-me na cadeira e escuto.
Nitidamente, como se significasse qualquer coisa, a caixa de fósforos vazia soa
na rua que se me declara deserta. Não há mais som nenhum, salvo os da cidade
inteira. Sim, os da cidade dum domingo inteiro – tantos, sem se entenderem, e todos
certos.
Quão pouco, no mundo real, forma o suporte das melhores meditações. O ter
chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado,
individualmente, a caixa para a rua, mal disposto por ter comido fora de horas,
ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e
toda a metafísica.
Mas quantos Césares fui!”
(27/06/1930; em “Livro do Desassossego”)
O poeta Fernando Pessoa tinha uma atração peculiar porBernardo Soares. Para início de conversa, ele o classificava de semi-heterônimo porque:
“não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples
mutilação dela”. Ou ainda: “Sou eu menos o raciocínio e a afetividade.” É
importante destacar que foi por meio de Bernardo Soares, autor de “O Livro do
Desassossego”, espécie de diário em prosa poética escrito a partir de 1914 que
o poeta Fernando Pessoa mais sinceramente falou de si mesmo.
Para saber mais sobre Fernando Pessoa e seus heterônimos, leia aentrevista com Fernando Segolin,
professor de Pós-Graduação de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP e
“pessoano” por excelência
When I
was born, one of the crooked angels
who live in shadow, said: Carlos,
go on! Be gauche in life.
The
houses watch the men, men
who run after women. If the
afternoon had been blue, there
might have been less desire.
The
trolley goes by full of legs: white
legs, black legs, yellow legs. My
God, why all the legs? my
heart asks. But my eyes ask
nothing at all.
The
man behind the moustache is
serious, simple, and strong. He
hardly ever speaks. He has
a few, choice friends, the
man behind the spectacles and the moustache.
My
God, why hast Thou forsaken me if
Thou knew's I was not God, if
Thou knew'st that I was weak.
Universe,
vast universe, if I
had been named Eugene that
would not be what I mean but it
would go into verse faster. Universe,
vast universe, my
heart is vaster.
I
oughtn't to tell you, but
this moon and
this brandy play
the devil with one's emotions.
Suzana (aka Dr. Maia) and friends are celebrating the new season and life-changes as she joins the birds flying South for the time being... Evacuation/Migration Party Saturday, October 6th, 2007 Brooklyn, New York
Gráficos simples, difíceis,
complicados, de outro mundo.
Para que tanto gráfico,
meu Deus, pergunta meu coração.
Porém, minha mãe
não pergunta nada.
O homem que nem tem bigode
Não é sério, nem liga se
devo estudar ou não.
Tem muitos amigos, uma miríade de amigos
O homem que não é sério é
meu pai.
Meu Deus, porque tanto livro
Se sabias que eu estava de
férias
Se sabias que eu queria
viajar.
Mundo, mundo, grande mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria um revoltado.
Mundo, mundo, vasto mundo,
Mais vastos são os temas
das redações.
Eu não devia nem dizer
Mas, esses livros
Mas, esses simulados
Botam a gente na
expectativa do vestibular.
Neuceli Silva
03/07/2013
sábado, 29 de junho de 2013
O
MITO DA CAVERNA
(PLATÃO)
O mito da caverna, escrito
há quase 2500 anos, também chamado de “Alegoria da Caverna”, foi escrito pelo
filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII).
O
mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da
Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão
discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do
Estado ideal.
A narrativa expressa dramaticamente a imagem
de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma
caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira.
Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc.
são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto,
as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que
aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão
nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de
aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem,
se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.
Imaginemos agora que um destes prisioneiros é
forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o
que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as
estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas
sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da
verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse
arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão
imediatamente e só depois de muito habituar-se à nova realidade, poderia voltar
a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber
que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas,
sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a
verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em
perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta
fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor
que aquece etc.).
Maravilhado com esse novo mundo e com o
conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro
lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá
levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam
envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No
entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade
que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco
e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.
Este modo de contar as coisas tem o seu
significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições
diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as
noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas
acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso
redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos,
formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos,
pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para
entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para
isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da
caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por
possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e
imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino
das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber
humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem
de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para
construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a
Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem
conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com
Deus).
Portanto, a alegoria da caverna é um modo de
contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para
entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir
pela maioria ignorante.
Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Maurício de Souza utilizou a temática da Alegoria da Caverna para nos mostrar através da HQ, quais são nossas prisões modernas. O ser humano do século XXI não percebe o mundo a sua volta - o mundo real - e prefere viver no mundo das "ideias" representada pela televisão.
Através dessa reflexão é possível identificar as inúmeras amarras que privam o homem da liberdade.
REFLETINDO:
Nos dias atuais, quais são nossas reais cavernas?
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Jogo da Literatura
Teste seus conhecimentos
Você se lembra de personagens, acontecimentos e estilos de escrita dos
clássicos que já leu ou ouviu falar? Neste jogo, avalie seu conhecimento sobre
25 livros nacionais e estrangeiros relacionando os trechos apresentados às
respectivas obras. Bom jogo!
Jeff Kinney, autor de O Diário de um Banana virá ao Brasil
para o lançamento do sétimo volume, previsto para o primeiro semestre
de 2013. Sucesso no mundo inteiro, os livros da série Diário de um Banana
já atingiram 1,3 milhão de cópias vendidas apenas no Brasil.